Justiça seja feita

Anda rolando pela net um e-mail contendo as imagens abaixo e intitulado: “Dilma Rousseff com fotos das vítimas de seu grupo terrorista”.

 

A alegação do(a) autor(a) do e-mail é que ninguém pode ignorar a biografia de uma terrorista de alta periculosidade e acabe votando em Dilma Rousseff para presidente.

O autor continua o texto dizendo que “ela teve amnésia e não se lembra dos assaltos a banco, dos seqüestros, assassinatos, delação de colegas e tudo o mais que fez. Só lembra que foi torturada, sabe com detalhes quem foram os que a prenderam e a “maltrataram”, mas não sabe por quê.

Foi por isso, dona Dilma, a senhora e seus comparsas queriam implantar o regime de Cuba no Brasil e estes que estão aí, mortos pelo seu bando, foram alguns dos obstáculos que impediram que alcançasse o seu objetivo de implantar uma DITADURA COMUNISTA NO BRASIL.

Claro, vocês não foram tratados como trataram seus adversários aqui e nos regimes que lhes financiavam: Cuba, Rússia e China, entre outros, por isso estão aí vivinhos, sendo indenizados por essas mortes e, pior, governando este país!

É engraçado como as pessoas que tomam partido, seja de direita, de esquerda ou seja lá qual for, não conseguem enxergar o outro lado da moeda. Não conseguem ou não querem? Além disso, começam a ressuscitar a mesma estratégia utilizada em 1989, aquela que diz que “comunista come criancinha”, usada para prejudicar a imagem do então candidato à Presidência da República, o Sr. Luis Inácio Lula da Silva (atual presidente), em face do “impeachmado” Fernando Collor de Melo.

Eu, com certeza, não estou tomando partido de ninguém e de nenhuma das partes, mas me recuso a ficar calado diante de um e-mail absurdo como esse que, propositadamente, não mostra o que houve naquela época.

Para quem não sabe, desde o final da Primeira Grande Guerra se fortaleceu uma guerra ideológica chamada de “Guerra Fria” entre os Países Capitalistas, liderados pelos EUA, e os Países Socialistas, liderados pela extinta União Soviética.

É óbvio que os países considerados pobres, de terceiro mundo, se identificavam cada vez mais com as propostas socialistas, até porque, na visão de alguns, a igualdade econômica em países tão desiguais seria uma espécie de “luz no fim do túnel”. Os EUA, ameaçados com a invasão do sistema econômico soviético nas Américas incentivou uma onda de ditaduras nos países da América Latina para que estes não fossem “contaminados” pela ideologia socialista.

Pois bem, sabemos que a repressão militar foi tão grande que conseguiu impedir a tal “Ditadura Comunista” no Brasil. Mas como foi isso?

Os militares simplesmente aplicaram um golpe de estado e instauraram uma Ditadura Capitalista que restringia totalmente a liberdade de expressão e a liberdade de ir e vir dos cidadãos brasileiros.

Veja bem, caro leitor: Não estou dizendo o certo ou o errado, mas estou simplesmente narrando os fatos. Por que será que as matérias de Sociologia e Filosofia foram substituídas, em 1968, por EMC (Educação Moral e Cívica) e OSPB (Organização Social e Política Brasileira)?

Vide:  http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=364 

Agora vem mais uma pergunta: Por que será que a Dilma matou tantos militares? Por favor, veja as fotos novamente.

Há um jornalista sim, colocado em primeiro lugar pelo(a) autor(a) do e-mail… coincidência? E o restante? Todos militares!

Sim, os militares foram vítimas do grupo terrorista de Dilma. Mas por quê? Será que esses militares não serviam também a um grupo terrorista na época, o qual chamamos de Forças Armadas.

O que os militares fizeram no país quando enfrentavam, torturavam e matavam músicos, intelectuais, estudantes, não era terrorismo?

Pois bem, caro leitor, o que havia era uma guerra horrenda e, infelizmente, pessoas morrem nas guerras. Deixo claro que não sou a favor de guerras e de mortes. Mas, por imposição norte-americana e aceitação dos militares brasileiros, muitos estudantes preferiram tomar posturas radicais em amor à sua pátria, do que deixar o país nas mãos de líderes covardes, incapazes de governar democraticamente este país. (Não me refiro aqui aos exilados, que corriam risco de morte. Me refiro àqueles que não quiseram contestar a absurda imposição militar).

Caros, não sou filiado a nenhum partido e não concordo com a ideologia socialista/comunista, muito utópica e inaplicável a meu ver. Também não escolhi o meu candidato às eleições presidenciais desse ano. Mas considero, no mínimo covarde e infantil, querer “demonizar” uma candidata que lutou por justiça e pelos seus ideais de igualdade (utópicos sim, confesso), mas que confrontavam diretamente a Ditadura Militar  Capitalista, inaceitável no nosso Estado Democrático de Direito.

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Filed under Brasil, Cotidiano

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