Qual a sua ideologia política?

A Revista Veja, com a ajuda do sociólogo Alberto Almeida, preparou um teste chamado “Politicômetro” que pode auxiliar na análise da sua ideologia política.

Nesse teste é possível verificar a sua posição no quadrante esquerda-direita e liberal-antiliberal. Faça o teste agora mesmo clicando aqui e nos conte se você foi surpreendido com o resultado.

Segundo os jornalistas Gabriel Castro e Laryssa Borges, treze políticos foram convidados a responder as questões do “Politicômetro” e alguns obtiveram resultados curiosos.

O senador Valdir Raupp, presidente do PMDB, foi marcado como liberal de centro-direita no exame. E não gostou: “Eu queria ter ficado mais para a esquerda”, disse. O peemedebista pediu para refazer a avaliação, orientado por um assessor. Dessa vez, saiu-se como centro-esquerdista e ficou satisfeito.

Preocupado com o resultado do próprio teste, outro parlamentar pediu sigilo para fazer uma proposta: só aceitou participar da avaliação sob a condição de que, se fosse taxado como de direita, o resultado não seria publicado. No fim das contas, não precisava temer. Ele é dos centro-esquerdistas.

Há, também, incongruências que mostram a falta de identidade ideológica que atinge as legendas. O deputado Sílvio Costa (PTB-PE), um dos protagonistas da CPI do Cachoeira, embora pertença ao Partido Trabalhista Brasileiro, tem ideias surpreendentes: é a favor, por exemplo, de que benefícios como o 13º salário e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) sejam retirados da lei e negociados caso a caso. Ele acredita também que deve haver cobrança de mensalidades em universidades públicas. Apesar disso, não se vê como um liberal de direita. “Defendo o estado mínimo, mas sou de centro-esquerda”, diz.

Outro caso curioso é o do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Foi marcado como um representante da esquerda antiliberal. O deputado é a favor, por exemplo, da aplicação de métodos violentos na tentativa de obter confissões de criminosos. Economicamente, entretanto, está mais perto do PT do que do DEM. “Acho mesmo que o estado tem que gerir a economia”, explica. “Mas costumo me identificar como conservador”.

Para o cientista político David Fleischer, a frouxidão ideológica dos partidos subsiste, em parte, porque o eleitor também não demonstra interesse pela macropolítica. “Alguns partidos políticos tenuamente tentam se filiar a uma ideologia, mas com tantas legendas, essas ideologias não ficam muito evidentes”, diz. “Para a maioria, estar em um partido ou outro não tem a ver com ideologia. E o eleitor também não liga muito para isso na hora do voto”.

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