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Filho meu!

Vítima sou
Quais dos erros apagar?
Consigo assim
Porque sinto que o mostrar e desabafar é preciso

Errado estou?
Que dizer?
E julgar-me podem?
Coração meu
No agora somente
Sinto que o transcrevo

Vir não foi combinado
Comodista forma de agir
Surpresa
Perdão sem ódio e amor sem culpa

Venceu-me egoísmo
O coração sem mágoa
Pasmem
Triste olhar
Nasceu, vontade minha
Sem meu filho

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Filed under Pessoal

Falar gritando…

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

“Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”

“Gritamos porque perdemos a calma”, disse um deles.

“Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?”  Questionou novamente o pensador.

“Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça”, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

“Então não é possível falar-lhe em voz baixa?”

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador…  Então ele esclareceu:

“Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.”

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

“Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”

Gandhi

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¡Los quiero mucho!

Reencontro

No último dia 25 voltava do trabalho refletindo sobre a nova situação que vivo: a de pai solteiro. Refletia também sobre os Quatro Fantasmas de Martha Medeiros – o da finitude, da liberdade, da gratuidade da vida e o da solidão. Confesso que este último, bem mais, afligia a minha mente durante aquela caminhada.

Saber que um dia nós vamos morrer é algo um pouco “distante”, uma vez que nos preocupamos com a nossa finitude somente quando estamos muito doentes ou em idade bastante avançada. Mas, os outros três fantasmas precisam ser bem trabalhados em cada um de nós, para que possamos saber viver bem.

Para o filósofo Jean-Paul Sartre, o homem é livre e responsável por tudo que está à sua volta. Somos inteiramente responsáveis por nosso passado, nosso presente, nosso futuro e de suas consequências, ou seja, “o homem está condenado a ser livre”. Isso está ligado à gratuidade da vida. E é essa gratuidade que nos joga toda a responsabilidade de darmos sentido à vida que temos e, como já disse, estamos condenados a decidir o que faremos dela e qual sentido ela terá.

Enquanto toda essa filosofia pairava sobre a minha mente eis que me surpreendo com uma agradável surpresa… um reencontro. A mãe de uma grande amiga minha, de infância, que não via a mais de 20 anos estava sentada, bem ali na frente da minha casa, aguardando o meu retorno do trabalho. Que agradável surpresa a vida me trazia! Ou melhor, que incrível “coincidência” a Sra. Liliana decidir aparecer em um momento tão desejado pelo meu “eu”. Será que eu fui responsável por aquele presente? Não, na verdade eu fui surpreendido por aquela cena e a sua personagem. Seria então a Sra. Liliana responsável pelo meu presente? Certamente que sim!

Bom, onde fica então a minha responsabilidade? (selá)

Deixando um pouco Sartre de lado, confesso que me alegrei e muito com aquela presença, e, enquanto abraçava aquela senhora, flashes do meu passado vinham à minha mente…. ao mesmo tempo que me alegrava, me emocionava. Naquele terno e singelo momento de felicidade em que minha segunda mãe me abraçava com tanto carinho e amor, nenhum dos quatro fantasmas me assombrava mais.

Talvez seja esse o segredo da vida! Por mais que a morte, o livre arbítrio, a vida “sem sentido” e a solidão possam, em algum momento, querer nos perturbar, o amor é capaz de superar a tudo e a todos.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Até mesmo os 20 anos que nos afastavam.

Mis queridos, ¡los quiero mucho!

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