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A mais importante eleição dos últimos tempos

Mais do que uma disputa presidencial, a eleição americana de 2012 se apresenta como um jogo de xadrez onde os adversários têm como desafio estabelecer o destino pragmático das ideologias praticadas até o momento, e como fim, alavancar a economia do “país da liberdade” frente ao cenário de crise global e abismo econômico.

O Partido Republicano que já teve como característica o conservadorismo, pratica o Laissez-Faire, símbolo da incontestável liberdade que proporciona ao povo. Liberdade? Entende-se incontestável nos parâmetros do final do século XX, já que o capítulo dos subprime com a desenfreada liberação de crédito demonstrou claramente o perigo do liberalismo, que pode ser melhor definido como uma libertinagem econômica.

E como sempre, a bolha, ou melhor, a bomba estourou na mão da população que, através do governo, teve que arcar, com dinheiro público, os altos custos das especulações geridas por bancos privados. É o velho círculo vicioso: os pobres ajudando os ricos a não prejudicá-los ainda mais.

Definitivamente caminhamos para a queda do poder estatal.

O desafio do republicano, Mitt Romney, é a manutenção dessa liberdade econômica equiparada à geração de emprego e renda… um contra-senso, talvez.

Por outro lado, vemos em Obama a solidificação, ainda que lenta, da base econômica através da fixação de impostos proporcionais aos rendimentos de cada um, ou seja, quem é mais rico, paga mais imposto. Parece óbvio do ponto de vista proporcional, mas a questão torna-se complexa se verificadas as garantias individuais e o princípio da igualdade, expressa na famosa frase: “todos são iguais perante a lei”.

Com a “queda” do princípio da igualdade (óbvio dentro do sistema capitalista), ou melhor dizendo, com a explicitação dessa utopia capitalista-igualitária, vê-se cerceada, pelo menos em parte, o princípio da liberdade, a base do “sonho americano”. Isso porque quem ganha mais, é taxado mais. E quem é taxado mais, rende menos e desacelera (ainda mais) a economia.

É como se o próprio presidente americano falasse ao seu povo: “Não somos tão livres assim”.

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China já pensa no futuro sem estímulos do governo

O imenso pacote de estímulo adotado pela China vai dar fôlego para o país crescer pelo menos 8% em 2009 e 2010, mas os economistas começam a se perguntar o que vai acontecer depois que a torneira do gasto público e do crédito barato for fechada, no fim do ano que vem.

O grupo dos pessimistas afirma que a China não conseguirá manter o mesmo ritmo de crescimento e terá de se acomodar num patamar mais baixo, de 5% a 7%. “A contração no déficit dos EUA leva necessariamente à contração do crescimento chinês. Isso só não ocorreu em razão do pacote de estímulo, cujo efeito deverá durar por dois anos”, diz o mais célebre representante dos céticos, o economista americano Michael Pettis, professor de finanças da Universidade de Pequim.

Do outro lado estão os que acreditam na manutenção de uma taxa próxima de 8%, desde que os países desenvolvidos tenham uma pequena reação no crescimento. Nesse grupo está a economista-chefe do Banco UBS na China, Wang Tao, para quem a China tem munição para manter o alto crescimento, como a ampla oferta de mão de obra e de capital. Pelo menos nos próximos anos, a expansão não voltará aos níveis de 10% a 13% do período de 2002 a 2008, mas poderá girar em torno de 8%, acredita Wang.

O que diferencia as duas visões é o peso que cada grupo atribui às exportações e à dependência dos EUA. Pettis afirma que o consumidor americano não voltará a demandar produtos da China na mesma proporção verificada nos últimos anos. Com a redução das compras de seu maior cliente, o país asiático teria de se reestruturar e se adaptar a um ritmo de crescimento mais baixo que a média anual de quase 10% das últimas três décadas.

O brasileiro Roberto Dumas Damas, representante do Itaú BBA em Xangai, concorda com Pettis. Segundo ele, o pacote de estímulo do governo chinês está acentuando os desequilíbrios da economia local, com aumento do já enorme peso dos investimentos como motor de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “No futuro, isso só vai funcionar se os consumidores americanos voltarem a consumir e a se endividar como no passado, o que é improvável. Quem vai usar essa infraestrutura que está sendo construída? Quem vai comprar os produtos que serão fabricados?”, pergunta Dumas.

Mas, para Wang Tao, a queda nas exportações terá um impacto no crescimento menor do que o que geralmente se supõe. A economista ressalta que as vendas externas respondem por 20% do PIB, já que o processamento de bens fabricados em outros países responde por metade das exportações. “A China não depende de capital externo ou de capital relacionado à exportação para crescer. Ela tem poupança doméstica. E a China ainda está em um estágio inicial de desenvolvimento, com um PIB per capita de US$ 3,5 mil”, observa Wang.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economy Recovery only in 2010 / Recuperação Econômica só em 2010

According to the director-manager of the International Monetary Fund (IMF), Dominique Strauss-Kahn, world economy recovery may not happen this year, partly due to the slow progress of banking systems stabilization.

He said the world recovery suggested to the end of 2009 – or beginning of 2010 – is now being postponed to 2010, and this is if the correct policies are implemented.

Countries are trying it so by following IMF’s suggestions of stimulus packages, even though banking re-structure process is decelerated, mainly in Europe.

Strauss-Kahn also said that those “shady projections” seem pretty more optimistic now.

IMF will publicize a more updated estimation in April.

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De acordo com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, a recuperação da economia mundial poderá não ocorrer esse ano, devido em parte ao lento progresso da estabilização dos sistemas bancários.

Ele disse que a recuperação mundial sugerida para o fim de 2009 – ou começo de 2010 – está sendo adiada para 2010, e isso se as políticas corretas forem implementadas.

Os países estão seguindo as sugestões do FMI com pacotes de estímulo, embora o processo de reestruturação dos bancos seja lenta, principalmente na Europa.

Strauss-Kahn também disse que aquelas “projeções sombrias” agora parecem muito otimistas.

O FMI divulgará uma estimativa mais atualizada em Abril.

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