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Enfim, jornalistas! – Parabéns, focas!

A minha história com a comunicação e com o jornalismo começou há tempos.

Turma de JornalismoA lembrança mais remota que tenho é a de 1986, quando tinha 7 anos. Consigo me ver sentado no chão do quarto na hora do almoço. Tinha preciosos 15 minutos para noticiar e anunciar as músicas que minha irmã iria colocar na vitrola (estéreo, diga-se de passagem). Enquanto as canções tocavam, eu e a Kryscilan conversávamos nos “bastidores” para não errar e nem perder o “pique” do programa. Nessa época meu pai e meu tio trabalhavam na Rádio Metropolitana… talvez a inspiração tenha vindo daí.

Em 1990, aos 11 anos, no Colégio Instituto São José, resolvi escrever um livro e mostrei o “draft” à professora de português. A mestra certificou-se de ler e corrigir alguns pontos, mas o que valeu mesmo foi o incentivo.

Como gostava e lia muitas histórias em quadrinhos, naquele mesmo ano, resolvi produzir meus próprios gibis (apesar de não ser bom desenhista, rs). Os gibis envolviam parentes e amigos que se tornavam super-heróis em histórias pra lá de criativas. Se não me falha a memória, esse período foi até 1993. Nesse mesmo ano, apresentamos um trabalho no formato de telejornal, na sala de aula, que nos rendeu um 10 com louvor e aplausos dos colegas de classe.

No ano seguinte, no colégio Olavo Bilac, um aluno do 2º ano chamado Thompson e eu fundamos o jornal do colégio. Lembro que perdia várias aulas pesquisando na biblioteca e escrevendo matérias para o periódico. A melhor reportagem que fiz foi sobre a história da escola, com diversas pesquisas e entrevistas (nem mesmo os diretores sabiam dos fatos ao certo). Bom, era eu “escrevendo” a história (que ficou muito boa por sinal) mas, como tudo tem seu preço, fiquei de recuperação devido às ausências nas aulas, mas não cheguei a ser reprovado… ufa!

Convencido pelos meus pais, em 1997 entrei para a faculdade de direito. Na época, não sabia o que fazer (como não???) e minha mãe dizia que era o direito que dava dinheiro. Naquele ano gravei um vídeo, uma reportagem em inglês sobre São José dos Campos, e enviei a fita de 8 mm para a família que havia me hospedado nos EUA entre 1995 e 1996 no programa de intercâmbio. No ano seguinte, entrei para a Rádio Resgate, onde fiquei por um ano como locutor (voluntário) e, no final de 1998, decidi que queria o jornalismo. Meus pais, novamente, me convenceram a terminar a faculdade de direito e depois fazer outra.

Acontece que eu me formei, entrei numa multinacional para trabalhar com projetos que envolviam cálculos estatísticos, casei, tive filho, e assim fui, cada vez mais, me distanciando da comunicação e do jornalismo.

Felizmente a vida, que é uma caixinha de surpresas (rsrs), decidiu tomar outro rumo. No trabalho fui transferido para o departamento de comunicação e comecei a produzir jornais, revistas, anúncios nos quadros e no sistema de som. Finalmente voltara à comunicação! O casamento não durou muito, e a partir daí decidi voltar para a faculdade e, finalmente, realizar o sonho de efetivar o meu dom, o meu propósito: ser jornalista.

Em 2008 iniciou-se um novo ciclo na minha vida que se encerrou em 2011, com estágios em TVs como Cidade, TV Univap e TV Câmara Jacareí. Cursos de produção e locução para Telejornalismo com o Mestre Celso Cardoso, da TV Gazeta. Inúmeros amigos e companheiros de trabalho.

Antes de ontem foi a minha colação de grau. Meus mestres, sábios mestres, disseram que aquele era o começo de uma nova jornada, e realmente creio nisso.

Ontem fui parabenizado no Facebook com as palavras: “Parabéns, focas!”

Não sei ao certo o “sentido” das entrelinhas dessa frase. Se quiseram me chamar de aprendiz, parabéns, acertaram. Na verdade, confesso que sou e sempre serei um Eterno Aprendiz.’.

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Filed under Pessoal

Universidade rejeita assessor de comunicação sem diploma

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) não admitiu um servidor sem graduação em Jornalismo para exercer o cargo de assessor de comunicação. Carlos Alberto Meyer, formado em letras, já trabalhava na assessoria de imprensa da instituição.

Mesmo com a exigência do diploma específico no edital da seleção interna, o servidor resolveu se candidatar à vaga, por possuir registro profissional como jornalista e sindicalização, além de ter atuado em veículos de comunicação por 34 anos. Meyer foi aprovado no teste, mas não pôde ocupar o cargo. Inconformado com a decisão, o servidor recorreu ao Conselho de Administração, que admitiu a contratação.

Após saber que Meyer tomaria posse do cargo de assessor de comunicação, professores do curso de Jornalismo da UEPG interpuseram recurso ao Conselho Universitário para que admitisse apenas profissional com graduação na área.

Intervenção sindical
No mesmo período, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijorpr), Márcio Rodrigues, tratou do assunto com o reitor da UEPG, João Carlos Gomes. O presidente da entidade ressaltou a necessidade da contratação de um profissional graduado em Jornalismo.

“Seria um contrassenso a faculdade ter um curso de Jornalismo e deixar que uma pessoa sem formação na área fosse contratada. Seria um contrassenso nós, como sindicato, aceitarmos isso”, afirmou Rodrigues. O presidente da entidade ressaltou que Meyer é filiado, mas que o registro aconteceu em gestões anteriores à sua.

Servidor protesta
Meyer está inconformado com a decisão e se diz lesado. “Estou me se sentindo injuriado e discriminado. Tive perda moral e financeira. Eu sou sindicalizado, exerço a profissão há mais de 34 anos. Isso é assédio moral”, criticou.

O servidor disse que se a vaga fosse para um concurso público, até admitiria intervenção do sindicato, mas em uma seleção interna, critica a interferência.

“Se tratava apenas de um reenquadramento da função. Eu não entendo um sindicato que vai contra seu filiado. Me trataram como um clandestino. Eu preferia que eles não tivessem se manifestado, ou me amparassem”.

Meyer informou que ainda não sabe se entrará com uma ação judicial para que possa ser enquadrado na função.

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